DEVORADOS

Um humilde morador de rua passava por mais uma noite fria deitado em uma praça, enrolado em poucos farrapos para tentar se aquecer, quando avistou um homem carregando o corpo de uma mulher, que estava amarrada e amordaçada. O morador se levantou e correu em direção ao sujeito com um pedaço de madeira que estava no chão, golpeando o homem com força na cabeça.
MORADOR DE RUA
- Ela ainda está viva! Graças a Deus! Moça, eu vou te soltar e vamos até a polícia!

O morador de rua começou a soltar a mulher das cordas. O homem, meio tonto por conta da pancada, pediu para que o morador não a desamarrasse.

HOMEM
- Você não tem noção da merda que está fazendo! Não a desamarre!

Após soltar a mulher, o morador de rua se abaixou para falar com o homem, que ainda estava muito desorientado por conta da pancada.

MORADOR DE RUA
- Acho que você não deveria ter amarrado aquela pobre moça, seu maníaco!

Mas antes que o morador de rua conseguisse falar outra palavra, a mulher que acabara de desamarrar o acertou com força na cabeça, usando o mesmo pedaço de madeira que ele pegou para atacar o homem que estava no chão. O morador de rua caiu por cima do homem que estava no chão, completamente desacordado.

No outro dia, pela manhã, foram encontrados dois corpos naquele local, totalmente irreconhecíveis. Tinham sido desmembrados e grande parte de seus órgãos devorados. As pessoas que passavam pelo lugar, assim como a polícia, acreditavam se tratar do ataque de algum animal, por conta das marcas e do estado dos corpos.


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